Licença Maternidade: Uma vergonhosa realidade brasileira

Cientificamente falando é comprovado que faz bem para a criança passar o maior tempo possível perto da mãe. Pensando nisso, ou não, criaram a Licença Maternidade a qual foi ampliada de 4 meses para 6 meses neste país.

Superficialmente analisando foi uma boa decisão, mas precisa de alguns ajustes. Na Alemanha, por exemplo, a Licença Maternidade é de 3 anos e o governo paga uma remuneração para essas mulheres cuidarem de seus bebês. Assim o governo economiza na criação de creches e as crianças já saem de casa prontas para entrarem na pré-escola.

Na realidade brasileira as mães ficam 180 dias cuidando de seus bebês e depois se tiver sorte consegue uma vaga em alguma creche ou se tiver um poder aquisitivo maior a mãe paga uma creche privada ou alguém para cuidar da criança em casa. Além disso, são obrigadas a trabalhar até o 7º mês de gestação.

Uma vergonhosa realidade brasileira.

11 comentários:

Danna - A Escapista... disse...

No Brasil quase tudo é uma vergonha, minha mãe trabalhou até os 9 meses...

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Está convidada!

Thales Rafael disse...

Mais uma ótima postagem que traz um seríssimo debate para nossa ágora. Essa questão é tratada muito bem no documentário do Michael Moore, Sicko. Além da Alemanha, outros países da Europa também dão muito mais tempo de licença maternidade para suas funcionárias. Sem contar que o governo paga uma ajudante para ir às casas de família algumas vezes por semana para ajudar a mãe no período pós-parto.

Outro fator interessante é que nesses países, o pai também recebe um tempo maior de licença maternidade (o mesmo que a mãe, para ser mais exato). Aqui, somente uma semana ou menos. Também vergonhoso. Mais do que entender que o filho necessita de cuidados especiais da mãe em seu desenvolvimento, a presença do pai também é fundamental. Ponto para o velho mundo que sabe gerir desde cedo seus cidadãos. Entretanto, é válido lembrar que a Europa passa por um declínio em sua taxa demográfica. Assim sendo, o governo faz o possível para que as pessoas continuem colocando filhos no mundo. É uma diferença histórica nas duas sociedades que deve ser devidamente percebida quanto trata-se desse tema, mas que mesmo assim não exime o Estado brasileiro de suas responsabilidades e faltas com o sistema de saúde das mães, pais e filhos.

Ryuji disse...

Tem mais um problema, moça.

Lá na Alemanha, quase ninguém quer ter filho, a população economicamente ativa tá encolhendo.
Isso é desesperador do ponto de vista politico, economico, social, etc...
E o fato da mulher ter filhos e o governo 'subsidiar' tanto, de certo modo também é um modo de 'parabenizar' o novo compatriota.

No Brasil, a população ainda não está nos moldes desenvolvidos, e portanto, não merece parabenização.
Não to dizendo que o prazo no Brasil tá bom, mas tem que levar isso em consideração também.

É bom ver gente de 16 anos pensando em coisa do tipo. Nessa época eu só queria saber de tv e fut. ¬¬

Bjão e parabens

A Dona disso aqui disse...

Olá migaaa... pois é mesmo assim aff
Imagine então quando se é mãe de gêmeos, igual a mim! hehehe deveria ser em dobro a licensa ou não??
Infelizmente este país está um caos em vários aspéctos, inclusive neste que vc citou.
Bem lembrado!!!


beijão

Léo disse...

Sabia, eu sabia que quando vc me chamou aquele diapra bater um papo ai tinha rsrsrsrsrs, Amiga ficou otimoooo, só que esqueci de falar algo, essa licença maternidade de 3 anos é na Europa toda.

Ahhhhhhhhhh to bravo com vc pq vc não foi ainda comentar o post que fiz lápra vc :(

Beijoooooooooooooooooooooooo

Nilson Vellazquez disse...

Muito boa a lembrança, mas devemos ver que a melhora tem que ser gradativa. Hoje, no Brasil, é inviável aumentar para tanto. É preciso dar tempo ao tempo e reconhecer que há uma melhora gradativa em questões como essa.

Beijos!

Daniel Maia Silveira disse...

É claro que todos nós queremos esses benefícios aqui no Brasil, mas é preciso perceber que são realidades diferentes. Apesar de ser um bem necessário, não acredito que essa licença maternidade fosse funcionar em terras tupiniquins - ao menos agora. É uma idéia excelente para um futuro bem próximo (desde que arrumemos a casa).

Wagner Lopes disse...

No Brasil tudo funciona do avesso..

Diego? Glommer? disse...

Oi, Ananda...

Pois bem. Seria realmente algo bem legal que isso pudesse ocorrer aqui no Brasil. Principalmente em face de que a maioria das creches não tem condições adequadas para cuidar de crianças tão pequenas. Em outros casos as mães são obrigadas a deixar as crianças com amigos ou parentes. O que também não é legal. Pois por mais que essas pessoas sejam carinhosas, dificilmente serão capazes de fornecer a mesma qualidade de criação que uma mãe pode oferecer.
Além de tudo tem a própria questão da amamentação que fica prejudicada. Já que com a indisponibilidade de tempo, a mãe já terá inevitavelmente que retirá-la. E o seis meses são apenas o tempo mínimo indicado.

Tem ainda o fato de que ficar trabalhando até os sete meses pode ser em muitos casos também prejudicial, seja devido ao stress causado, seja ainda pelo trabalho braçal que muitas dessas mães fazem.

Enfim... como muita coisa neste nosso país isto deveria mudar.


Beijo
.

http;//solucomental.blogspot.com

Vanda disse...

O banner do meu blog estava com problemas, mas já atualizei, passa lá pra copiar o novo ok?

http://planetadablogueira.blogspot.com/

Beijão obrigada

Bruna Cabral disse...

Realmente, isso é ridículo.

É "bom", melhorou, DOIS MESES.
Não faz muita diferença, mas já é alguma coisa...

Se acrescentarem dois meses por ano, daqui uns 15 anos as mamães poderão cuidar dos seus filhos!

Beijos.

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